A biodiversidade do Nordeste brasileiro tem se mostrado um tesouro inexplorado para o desenvolvimento da bioeconomia, combinando sustentabilidade, inovação e geração de renda. Essa riqueza natural ganhou evidência durante o III Seminário do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia do Complexo Econômico Industrial da Saúde (iCeis), realizado no Recife, onde a Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) apresentou os avanços do Programa Impacta Bioeconomia.
O evento reuniu gestores públicos, empreendedores e pesquisadores, oferecendo uma plataforma para debater como os biomas nordestinos podem ser a base para soluções tecnológicas voltadas à saúde, especialmente na produção sustentável de medicamentos e cosméticos, além dos biocombustíveis.
Natureza e inovação de mãos dadas
O Programa Impacta Bioeconomia, desenvolvido em parceria com as Universidades Federal de Pernambuco (UFPE) e do Vale do São Francisco (Univasf), tem como objetivo estruturar cadeias produtivas sustentáveis a partir dos recursos naturais abundantes do Nordeste.
Renda e Sustentabilidade
Com um investimento de R$ 553 mil da Sudene, o Impacta Bioeconomia conta com o apoio de cooperativas como a Coopercuc (BA) e a Cooates (PE), fortalecendo o papel do cooperativismo na economia local.
A produção colaborativa e sustentável oferece novas oportunidades comerciais para os pequenos produtores, permitindo que se destaquem no mercado de suplementos, extratos e bioativos, sem depender exclusivamente da venda de matéria-prima bruta.